PRÉ ECLÂMPSIA, ECLAMPSIA E HELLP SÍNDROME


Olá pessoal. Hoje eu vim aqui fazer uma espécie de relato, mas também disponibilizar algumas informações sobre esse assunto tão sério. Acredito que dessa forma, posso ajudar alguém que pode estar passando por uma situação semelhante.

Minha gravidez foi muito difícil, sobretudo quando completei 30 semanas. Descobri que sofria de pré-eclâmpsia e por isso convulsionei 4 vezes seguidas por conta da pressão arterial que subiu repentinamente. Fiquei no Hospital por 2 semanas tentando normalizar a pressão, o que não ocorreu, e por isso uma cesárea de emergência foi pedida, o que é protocolo médico, já que eu desenvolvi,  por conta das complicações da eclampsia, a Hellp Síndrome, uma doença rara, que ocorre normalmente com o agravamento no quadro de mulheres que sofreram de hipertensão gerada pela gravidez. Estima-se que 8% das gestantes que sofrem de pré-eclâmpsia desenvolvam a síndrome. Esse número indica, em porcentagem geral, que o problema atinge de 0.2% a 0.6% das gestações.

Eu literalmente descobri do dia para a noite que sofria de pré-eclâmpsia, no vídeo no final do post eu conto mais detalhadamente. Ocorre que meu pré Natal foi muito mal assistido, muito mal feito mesmo. Nos primeiros exames de gravidez, quando bem feitos e bem analisados, o médico já tem como saber, ao menos suspeitar de uma suscetibilidade à pré-eclâmpsia. Nenhum dos “médicos” pelos quais eu passei foi capaz de detectar essa situação. 

Minha gravidez permaneceu sendo “normal” até a manhã de uma Sexta-Feira na qual já amanheci convulsionando com minha pressão à 25X17, quando os “médicos” detectaram a eclampsia, no entanto já era tarde demais, e as complicações já estavam a caminho, pois eu não havia tido nenhum cuidado específico, ou noção do que poderia estar acontecendo.

A Hellp Síndrome, é a abreviação de termos em inglês que querem dizer: hemólise (H, hemolytic anemia), enzimas hepáticas (EL, elevated liver enzymes) e baixa contagem de plaquetas (LP, low platelet count), que são as principais características da síndrome; se o quadro é grave, resulta em edema agudo dos pulmões, insuficiência renal, falência cardíaca, hemorragias e ruptura do fígado, podendo levar a morte materna. Quando a doença é diagnosticada, através de exames laboratoriais e clínicos, o tratamento indicado é interromper a gestação, independente da fase gestacional, para que o quadro geral da mãe seja corrigido. Muitas vezes, dependendo da idade gestacional do feto, ele não sobrevive. Graças a Deus (mesmo), o Aquiles foi um guerreiro, meu guerreiro, e mesmo com 1k e 40 cm e apenas 30 semanas de gestação ele está aí firme e forte.

Para mamães que assim como eu já passaram por isso ou aquelas que precisam se prevenir, já com um quadro de pré-eclâmpsia, deixarei abaixo um trecho de uma matéria da Bebê Abril  na qual algumas novas informações sobre essa doença são comentadas:
“ (...) Quem tem pressão alta não tem maior ou menor chance de ter pré-eclâmpsia
A causa da pré-eclâmpsia ainda é desconhecida. Ela é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sintomas e um deles é a má adaptação placentária. É quando a placenta não adere direito ao útero, fazendo com que o organismo feminino reaja como se ela fosse um corpo estranho. Nessa reação, os vasos sanguíneos se contraem, elevando a pressão sanguínea. Portanto, a pressão da mulher antes da gravidez não influencia no aparecimento da pré-eclâmpsia.

Estresse na gravidez não provoca pré-eclâmpsia
A personagem vivida por Carolina Dieckmann sofria pressões e chantagens de todos os lados e, por isso, muitas mulheres associaram a pré-eclâmpsia ao estresse. Os dois problemas não estão ligados e a pré-eclâmpsia se dá por fatores genéticos e seu aparecimento sempre dependerá da combinação entre os genes do casal.

A Síndrome de HELLP é uma doença rara
Raramente uma grávida chega a ter a Síndrome de HELLP porque isso é uma complicação da pré-eclâmpsia. A síndrome de HELLP só acontece quando a pré-eclâmpsia não é tratada, ou seja, quando não há um médico acompanhando adequadamente para receitar anti-hipertensivos ou apontar a necessidade de um parto prematuro. Se a pré-eclâmpsia é controlada, a síndrome de HELLP não tem chance de acontecer e o risco de a mulher morrer como a personagem da novela é pequeno.

Após o parto a pressão se normaliza
Na novela, Diana morre graças a uma grave hemorragia. Embora a Síndrome de HELLP possa levar à morte, não é comum chegar nesse ponto. Depois do parto, com a retirada da placenta, a pressão se normaliza, portanto o risco da parturiente morrer depois disso é pequena.

O pré-natal é a melhor maneira de manter a mamãe e o bebê longe de qualquer problema
Quando a gestante recebe acompanhamento médico por meio do pré-natal e realiza os exames de rotina garante que qualquer alteração, por menor que seja, chame a atenção. Assim, se surgir qualquer problema, o médico logo toma as providências necessárias para resolvê-lo. Portanto, futura mamãe, a melhor dica ainda é a prevenção.”
Espero que o post tenha ajudado vocês! Um beijão e até o próximo!

Fonte: <Guiadobebe.uol.com.br> < www.bebe.abril.com.br>


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