Adeus, doce Léo.

Hoje eu disse adeus a um menino. Um menino doce, alegre, cheio de vida e sapeca! Mas que menino não é? Amava cavalos, moto, tinha muitos amigos, amava viver. Foi pego por uma doença grave e não aguentou. A Meningite matou nosso Léo. Levou-o da maneira mais cruel possível, tirou-o do nosso convívio em pouco menos de uma semana, por isso é tão doloroso, tão sofrido, pois o sorriso fácil e espontâneo dele ainda está aqui. Era só um menino... com tanto pra viver, pra sonhar, tanto a aprender! Há pouquíssimo tempo falávamos sobre o futuro, ele pensava em prestar um concurso, eu o apoiei, estava decidido a estudar duro.

Desde que o Léo foi meu aluno, no 1º ano do Ensino Médio, mantínhamos contato, eu tentava dar-lhe bons conselhos, e ele como bom garoto tentava segui-los. Agora no 3º ano, de uma hora para outra eu não vejo mais aquele menino sorridente caminhando pela escola, e dói. Dói agudo e forte. Era só um menino. Não consigo parar de ver meu filho alí. Poderia ser eu a mãe que agoniza essa dor tão profunda. Ali, deitadinho, quietinho no caixão, poderia ser meu filho. Eu creio em Deus. Sei que a sabedoria e a misericórdia Dele são infinitas, por isso aceito seus desígnios porque simplesmente não tenho conhecimento para entendê-los, só aceito. Mas parte de mim sofre profunda e amargamente com a morte, com a sensação que ela deixa, e mesmo que eu acredite que a morte é só uma passagem, e que o Léo ainda sorri lá do outro lado, isso não diminui em nada o vil rastro que ela deixa, e sua solidão imensa. Escrevi esse poema, na verdade o derramei junto minhas lágrimas  hoje de manhã, logo que soube de sua morte cerebral. Passei o dia de olhos marejados, lembrando do Léo, doce Léo, o menino Léo. 

Tudo continua, tudo permanece em movimento o tempo todo.
Menos a morte. Essa, paralisa, rouba.
O que era, não é mais, para, estagna.
Triste e natural ver que apesar dela, o mundo não para.
Uns choram, ouros entristecem, mas no próximo movimento da Terra, a vida se renova.
A morte é esquecida, a presença superada, ciclicamente a vida segue.
O que passou, passou, cessou.
A menina volta pra escola;
A mãe retoma o dia a dia;
O pai, trabalha. A vida segue. A vida sempre segue. A morte é solitária.
Acabou.  E depois do acabou, vai passar; vão esquecer; tudo vai mudar.
Porque os carros não param? Uma morte aconteceu!
Porque as pessoas não param? Uma morte aconteceu!
Parem as fábricas, parem as ruas, parem o mundo! Um menino morreu!
Mas a morte é solitária. Pra quem fica, pra quem vai.

É só vazio, é só escuridão. É só o nada.
:) :,( ;) :D :-/ :? :v X( :7 :-S :(( :* :| :-B ~X( L-) =D7 :-w s2 \m/ :p kk

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